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NATAL, DIFÍCIL, NATAL

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Novembro é sempre um mês difícil para mim: o frio chega em força, há menos luz solar e aproxima-se o Natal.  Este ano aguentei-me mais ou menos firme até quase ao final do mês, mas nos últimos dias começou a gerar-se aquele nevoeiro mental, aquela tristeza que não sei bem de onde vem e claudiquei.  Quando dei por mim estava a planear mentalmente mil e uma coisas e não conseguia passá-las para o papel. Foi então que decidi fazer uma pausa, mesmo no meio do caos, e tive outra ideia (que surpresa - o tipo 5 a entrar em stress e a movimentar-se para o 7). Esqueci as outras, foquei-me nesta última que resultou numa espécie de reset mental de 7 dias que termina amanhã, domingo.  Fazer a certificação e estudar eneagrama deu-me imensas ferramentas para ajudar mulheres a conhecerem-se melhor e a guiá-las num processo de transformação, mas nada disso será válido se não fizer esse trabalho comigo também.  E foi por isso que o mês de novembro foi diferente. Eu entendi o que me "...

Black Friday VS Giving Tuesday

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Como tipo 5, talvez seja uma surpresa dizer-vos que detesto a Black Friday e quaisquer outro tipo de descontos. Todo o tipo 5 gosta de uma boa pechincha e de poupar uns euros, por poucos que sejam. Esta parte é verdade, mas a minha asa 6 faz-me desconfiar muito destas artimanhas, sobretudo em grandes lojas ou cadeias de lojas: tenho sempre aquela desconfiançazinha de que me estão a enganar! E, se não precisar MESMO de alguma coisa mais dispendiosa, Zeus me livre de me ir enfiar num sítio cheio de gente para comprar! Também, como tipo 5, detesto tudo o que seja desperdício e consumo excessivo o que me parece acontecer muito por estes dias. Estas são as minhas razões, obviamente, admito que haja outros pontos de vista. Sou especialmente sensível àquele que enaltece as compras online e em que não precisamos de sair de casa para comprar. Confesso que pode ser tentador, às vezes.  Mas bom, preferia enaltecer aqui a Giving Tuesday que é assinalada na terça-feira seguinte ao Dia de Ação d...

EMPREENDEDORA?!

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Celebrou-se ontem o Dia Internacional da Mulher Empreendedora. Fiz, a propósito, uma publicação nas redes sociais meio a brincar, meio a sério sobre os desafios dessa condição.  Mas o meu espanto maior foi no momento em que percebi: afinal és empreendedora e não tinhas dito a ninguém?! A verdade é que nem a mim própria tinha dito. Não tinha tomado muita consciência do significado da palavra. Assumo-me como eneacoach, mentora e feminista e é só.  Atrás dessa designação há, acima de tudo, uma mulher. E pasmem, essa/esta mulher sempre foi empreendedora. A maior parte das vezes empreendeu em ideias que não saíram sequer da cabeça ou do papel. Mas o ímpeto esteve sempre lá.  Lembro-me de fazer um jornal (manuscrito) no 5º ano, por exemplo, em que a última página constava de um poema de Bocage porque era o livro de poesia que estava mais à mão lá em casa. Tive a ajuda do Daniel e da Susana a quem perdi o rasto, mas que recordo sempre que me lembro deste episódio.  Um dado ...

O QUE É QUE APRENDI ESTE ANO?

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Começa a ser tempo de balanços, para quem gosta de os fazer, claro. Eu sinto necessidade constante de avaliar em que ponto da vida estou. Com o eneacoaching eu aprendi que, regra geral, somos muito bonzinhos para nós próprios e que isso nos pode levar a processos de autoengano e posterior frustração. Também aprendi que um bom método para crescer e/ou evoluir é fazermo-nos perguntas (e responder honestamente).  Então, ainda há pouco pensava: o que é que já aprendi este ano? E caramba, tanta coisa! Mas tanta mesmo! Em março de 2020 lancei este projeto com os meios que tinha, ou seja, sem grande investimento monetário. Tive ajuda na imagem (logotipo, templates e fotografia) e nada mais.  Criei o blog, criei o Instagram + Facebook, mas mais desafiador foi ter feito de raiz o website. Jamais me imaginei a construir uma página digital e o "amadorismo" nota-se. Confesso que na altura me pareceu uma obra de arte, agora apetece-me fazer tudo de novo!  Depois de tudo operacionaliz...

DESAFIOS: FUI À WEB SUMMIT

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Nesta semana que está a terminar coloquei-me, consciente e deliberadamente, perante um desafio que me levou muito para fora de pé (ou zona de conforto, se preferirem): fui à Web Summit.  Mas como é que ir a uma das mais desejadas conferências do mundo pode ser desafiante?  Asseguro-vos que pode, sobretudo porque é um local onde o networking é permanente e as pessoas sentem-se realmente à vontade para te colocarem questões do nada e em qualquer lugar onde estejas. Isso não podia ser mais desafiante para um 5 que é solitário por natureza, que precisa de tempo para se "enturmar" e que tem dificuldades de falar com "estranhos".  O meu plano era escolher coisas do programa que me interessavam realmente, chegar, assistir e sair. E foi mais ou menos isso que aconteceu. Não fosse a partida que Paddy Cosgrave pregou logo no dia 1 quando nos pediu para falarmos com a pessoa sentada ao nosso lado. Tive a sorte de me "calhar" um jovem brasileiro e, portanto, o constr...

SONO E ENEAGRAMA

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  Parecem, à partida, dois assuntos que não têm nada a ver. Mas vão servir para ilustrar uma das coisas que ganhei com o estudo do Eneagrama.  Desde os meus 8 anos que sofria de perturbações do sono. Incrível, não é? Deitava-me e demorava sempre uma média de uma hora a adormecer. Houve alturas da minha vida que, a isso, adicionava um sono muito inconstante, acordando várias vezes durante a noite. Sempre foi algo que fez parte de mim, nunca vi como um grande problema ou obstáculo. Se me deitava mais cedo para "compensar"? Claro que não. O adiar a hora de dormir era normal, uma procrastinação que inconscientemente fazia para evitar aquela hora de vazio e nada, só um leve desespero por não adormecer.  Na minha infância fiz muito desporto e muito intensivo, portanto não seria falta de me "cansar"; tive uma vida normal dentro dos padrões do que é "normal", nada de preocupações exageradas. Até hoje não consigo apontar uma razão específica para esta condição.  Qu...

OUTUBRO DE 2020

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Fazemos uma viagem no tempo? Basta recuar um ano para chegar ao ponto que mudou a minha vida. E não pensem que foi um grande feito, uma conquista digna de capa de jornal. Não salvei ninguém, mas posso ter-me salvado a mim.  Não sei se estão familiarizados com aquela sensação de: a minha vida não pode ser só isto. A pessoa não se sente propriamente infeliz ou frustrada, mas sente que falta ali uma peça do puzzle para o completar. Eu sentia isso. Desde sempre. Ou quase sempre. Amiúde sentia que a nossa presença neste plano terreno devia ter algum significado, não obrigatoriamente grandioso, mas com sentido e, acima de tudo, que trouxesse uma sensação de plenitude aos dias.  Lamentava-me muito (comigo mesma), fazia alguns planos (que nunca passaram disso) e num dia de outubro de 2020 houve alguma coisa que me disse: está na hora! De quê? Não sabia bem, só sentia um ímpeto de avançar e largar todos mimimis que inventei para mim própria como desculpa para ficar a ver a vida passar....