EMPREENDEDORA?!
Mas o meu espanto maior foi no momento em que percebi: afinal és empreendedora e não tinhas dito a ninguém?! A verdade é que nem a mim própria tinha dito. Não tinha tomado muita consciência do significado da palavra. Assumo-me como eneacoach, mentora e feminista e é só.
Atrás dessa designação há, acima de tudo, uma mulher. E pasmem, essa/esta mulher sempre foi empreendedora. A maior parte das vezes empreendeu em ideias que não saíram sequer da cabeça ou do papel. Mas o ímpeto esteve sempre lá.
Lembro-me de fazer um jornal (manuscrito) no 5º ano, por exemplo, em que a última página constava de um poema de Bocage porque era o livro de poesia que estava mais à mão lá em casa. Tive a ajuda do Daniel e da Susana a quem perdi o rasto, mas que recordo sempre que me lembro deste episódio.
Um dado significativo é que, no meu sistema familiar, não há memória de empreendedores, em ambos os ramos fomos/somos funcionários/trabalhadores por conta de outrem e sempre se glorificou o "pouco, mas certo ao fim do mês". E errado não está.
O que descobri é que o que funciona para mim: personalidade, biografia e sistema é um meio termo. Continuo a ser uma dedicada funcionária das 9h00 às 17h00 e depois (e às vezes antes) posso ser o que eu quiser: não tenho chefe, a missão e valores da "empresa" foram criados por mim, a estratégia idem e a aplicação de tudo, igual. Pode parecer avassalador. Às vezes é. Mas a maior parte das vezes é só maravilhoso! E garanto-vos que me dá combustível para ser mais feliz e fazer o meu trabalho nº1 muito melhor.
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