"DESENERGIZAÇÃO"

É ao sábado que, habitualmente, planeio a semana seguinte. Escolho um objetivo, abro o calendário pessoal e profissional e acabo sempre por ficar algum tempo a refletir sobre a semana que passou. 

E que semana esta! Pela primeira vez em muitos meses, acordei, num dos dias, sem energia alguma. Arrastei-me para o duche, tentei fazer o meu ritual matinal de uma pequena série de exercícios físicos que me costuma despertar, mas não consegui. Tentei a música. Pus uma "de dançar". Dei por mim a sentir-me ridícula e resolvi aceitar. Aceitar a melancolia, a inação e a tristeza sem razão alguma. Mas a ideia de que estava a defraudar tudo o que advogo tomou conta de mim e então fiz um pequeno processo de aceitação produtiva, ou seja, disse para mim própria: - ok, podes ficar assim, mas vai trabalhando. Até porque tens muitas coisas para fazer! 

À medida que o dia avançou, fui cumprindo todas as tarefas com presença e consciência. Comecei pelas obrigatórias e mais "chatas" e acabei com as que faço por puro prazer. Quando cheguei a estas últimas, já a energia tinha regressado a níveis aceitáveis. Pelo caminho fui cruzando, na minha cabeça, ensinamentos do Eneagrama, do coaching e de todas as leituras que tenho feito. Eu tinha/tenho as ferramentas, então só preciso de as saber aplicar, também, em mim. E funcionou. 

O que aprendi? Nem todos os dias vão ser fáceis, mesmo estando na posse de ferramentas poderosas; o primeiro passo a dar é dá-lo: só se chega a alguma lado fazendo alguma coisa. Se me tivesse rendido e ficado a matutar nas causas daquela quebra, provavelmente, teria acumulado mais tarefas para o dia seguinte e sentir-me-ia, ainda mais, assoberbada. 

Segui em frente, com a cabeça no momento presente e o coração no futuro que quero alcançar. 

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