A CULPA

 



É muito comum as Mulheres sentirem culpa. Por dedicarem demasiado tempo ao trabalho, por dedicarem pouco tempo à família ou a si próprias ou apenas por se sentirem desajustadas de determinadas circunstâncias.

A culpa, enquanto emoção é má, feia e desagradável, mas tal como outras emoções desta “estirpe” pode ser usada a teu favor. Vou contar-te como, através de um exemplo real. O meu.

Por muito tempo eu senti culpa por estar numa situação profissional que me obrigava a trabalhar a desoras: noites, fins-de-semana e feriados. O meu filho era bebé e felizmente tinha (e tem) um pai muito presente e competente, o que não me impedia de sentir culpa por não estar a dar-lhe a atenção que eu achava que ele necessitava.

Essa culpa consumia-me, mas abrandava quando eu pensava que o fazia também por ele e para ele e que o facto de sobrecarregar o pai era algo normal. Tudo tretas. Era uma daquelas historinhas que nós inventamos para nós próprias, repetimos e acabamos por acreditar.

O que se passava é que eu estava numa situação que contradizia os meus valores. Eu acreditava (acredito) que adormecer o meu filho, acompanhá-lo e estar mais presente era muito importante para que crescesse feliz. O meu papel de mãe era algo que eu queria assumir plenamente e, por isso, sentia culpa.

A culpa resulta dessa situação: sempre que agimos contra os nossos princípios sentimo-la. Ao alinhar as nossas decisões e as nossas ações com os nossos valores a culpa desaparece, evapora-se! E foi isso mesmo que aconteceu. Procurei outra situação profissional e felizmente encontrei-a. Mantive os meus princípios e apenas alterei a circunstância que estava a viver.

Não é sempre fácil e não foi fácil, mas a partir do momento em que entendemos a emoção que estamos a sentir, temos na mão a chave para a usar a nosso favor.

Se sentires culpa, pensa quais são os valores que norteiam as tuas ações, sente se estás a viver de acordo com eles e se a resposta for negativa, alinha-te. 

Se sentires que precisa de ajuda para este processo fala comigo. 

 

 

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