MÚSICA E AUTOCUIDADO
Por ser um dos meus artistas preferidos, comprei bilhetes para o seu concerto assim que foi anunciado, ou seja, em pré pandemia. O "meu" Rufus Wainwright ia voltar a Portugal e eu tinha que estar lá. Esperei mais de um ano para que o meu desejo se concretizasse.
A espera foi menos dolorosa porque ele teve a amabilidade de estar, diariamente, nas redes sociais durante o primeiro confinamento numa série a que chamou "quarantunes" e cujo resultado pode ser encontrado no youtube.
Foi o meu terceiro concerto deste artista que me encanta: há qualquer coisa na sua voz e nas melodias que cria que me emociona e, enquanto perfil de eneagrama completamente mental, digamos, que é caso raro. As suas canções, para mim, são especiais. Todas. E a personalidade, que adivinho, também. Um homem livre, sensível e que se leva pouco a sério.
Este conjunto de variáveis faz com que a sua obra seja, muitas vezes, um dos meus refúgios nos dias menos bons, "usando-a" como um ritual de autocuidado.
É importante sabermos o que nos faz feliz, o que nos energiza, o que nos faz bem. A música, é sem dúvida, um caminho fácil e barato para nos reconectarmos connosco e com o mundo. Quando tiramos proveito da sua escuta, sentimos prazer e esse prazer, que se transforma em dopamina, faz-nos bem.
Cuidar de nós deve ser uma prioridade porque como diz o lugar-comum: se não gostar de mim, quem gostará? Aparentemente, uma frase leve que encerra, em si, uma grande verdade. Nascemos sós, morremos sós, somos as guardiãs da nossa saúde física e mental e temos obrigação de as preservar sem culpa, nem mágoa.
Para mim, ouvir música e assistir a concertos (especialmente do Rufus Wainwright) faz-me feliz, devolve-me entusiasmo e "recarrega-me a energia" porque me faz sentir. Apenas sentir.
O que resulta contigo?
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