FIM DE FÉRIAS
Quando as férias acabam, 4 em cada 10 pessoas apresenta sintomas de "depressão". Considero este número bastante elevado e creio que os dias de férias são poucos, tendo em conta todos os restantes dias do ano em que temos obrigação de ser produtivos.
Mas o que nos diz este dado?
4 em cada 10 pessoas que não estarão plenamente satisfeitas com o seu trabalho. Sentem-no como um "castigo" ao qual não querem regressar. As motivações para este sentimento podem ser de naturezas várias: falta de liberdade, excesso de responsabilidade, não gostar do que se faz, etc, etc. Mas há uma coisa de que temos certeza: essa insatisfação pode ser mudada!
Pessoalmente, sempre lidei mal com o final das férias e, nos momentos em que tinha coragem para tentar perceber de onde vinha essa tristeza, descobri que não estando infeliz, também não estava plenamente realizada. Faltava sempre uma peça para completar o puzzle. Essa era a peça a que hoje chamo "desculpa".
Havia sempre uma: preciso da estabilidade de um emprego, de um ordenado ao fim do mês, não tenho tempo para fazer mais nada, há pessoas em situação bem pior e muitas outras "desculpas" e "estorietas" que contava a mim mesma.
Até que me fiz aquelas duas perguntas fatais que mudaram completamente o jogo: o que de pior poderia acontecer? E de melhor?
Eu perderia um investimento que tinha feito com algum sacrifício, mas ainda ganhava o conhecimento acumulado no curso. Num bom cenário eu teria clientes e a minha tão ansiada liberdade de horários.
E não é que está a acontecer?!
O final de férias de 2021 fica marcado por algo que nunca tinha sentido: estive afastada fisicamente da minha base, mas nunca do meu trabalho porque, para mim, não é um trabalho, é uma missão que abraço todos os dias na expectativa de contribuir para um mundo melhor.

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