PANDEMIA, RH E TRANSIÇÃO DE CARREIRA
Já há trânsito, já há magotes de pessoas nos supermercados e não fora a máscara diria que a pandemia acabou.
Estamos desejosos de voltar aos locais de trabalho, rever os colegas, cumprir um horário, normalizar. Ou será que não?
Não pondo em causa a necessidade do trabalho presencial para alguns setores (e pessoas), o que sinto no meio em que me movimento é que há uma espécie de mixed feelings: é bom retomar rotinas, mas descobrimos que podemos fazer o mesmo volume de trabalho de forma diferente: sem andar no trânsito, conseguindo ganhar tempo pessoal ao final do dia ou ao fim de semana porque há tarefas domésticas que conseguimos assegurar nas pausas do trabalho.
E agora?
Pois que temos um problema para resolver enquanto sociedade. Por um lado, nós, comuns cidadãos, teremos que nos readaptar à vida dita normal e as organizações vão ter que saber lidar com novas pessoas porque não somos os mesmos que éramos em janeiro de 2020.
Creio que há um risco muito evidente de que as organizações mais conservadoras percam os seus melhores quadros.
Uma política de RH baseada no pré pandemia não vai funcionar. Na maioria dos casos, os trabalhadores organizaram-se e produziram tanto ou mais em casa, portanto os níveis de produtividade não terão sido afetados, logo vão questionar os velhos métodos de trabalho, a confiança que não sentem no seu valor e vão, seguramente, procurar situações onde se sintam mais confortáveis.
Mudar! Procurar novas organizações, criar o próprio emprego são duas das soluções possíveis. Afinal, ninguém sabe quando é que o mundo vai mudar outra vez e há que ser o mais feliz possível enquanto temos essa oportunidade.

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