DO TRÂNSITO/DO TEMPO/DO AUTOCOACHING


Quando, há algum tempo, falei do regresso à vida e mencionei o trânsito estava longe de imaginar o inferno que estava para vir. 

Desde o início das aulas que os 12 minutos que é suposto durar o percurso entre a minha casa e o meu local de trabalho de origem foi aumentando até chegar a um incrível record de 1h10m. 

Esta circunstância começou a afetar-me verdadeiramente. Inquietação, ansiedade e alguma revolta começaram a tomar conta de mim. Os meus inícios de dia estavam a transformar-se numa situação difícil de gerir e as insónias, dores de cabeça e irritação constantes instalaram-se na minha vida. 

Então eu comecei a questionar-me: de onde vem isso tudo? O que me faz sentir assim? Qual a verdadeira razão para esse "desespero"? 

A revolta foi facilmente identificada: ainda não entendo por que razão é necessário estar fisicamente no local de trabalho todos os dias quando a minha equipa funcionou tão bem ou melhor em teletrabalho, aquando dos confinamentos. Mas é uma circunstância que não depende de mim e aceito-a. A inquietação e a ansiedade resultam de viver com o tempo contado e de ter medo de não ter o suficiente para cumprir todas as tarefas a que me proponho. Isto é típico de uma personalidade tipo 5. O meu maior medo é que me considerem incompetente quer seja na área profissional, como pessoal. E, apesar de não ter sido algo claro para mim à partida, agora entendo e faz-me imenso sentido. 

Então eu reinvesti na meditação matinal, no exercício da Presença para alcançar alguma tranquilidade e comecei a trabalhar na minha crença limitante do "não tenho tempo." Também comecei a interiorizar que não preciso de fazer sempre tudo e que ninguém vai achar que sou uma incompetente se falhar algum objetivo do dia. 

A constante pressão em que eu própria me coloquei para minimizar um medo que nem sabia que tinha (estava inconsciente) causou alguns estragos, mas creio estar dominada. 

É fácil? Não! Estou feliz parada numa autoestrada quando poderia já estar a produzir confortavelmente em casa? Também não. Mas são as circunstâncias do meu "agora" e, assim sendo, são as que eu preciso de enfrentar. 

 

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